Como alfabetizar um autista


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A aprendizagem ocorre em ritmo e maneiras diferentes à qualquer pessoa. A forma peculiar de uma pessoa com deficiência tem de aprender um conteúdo aplicado não necessariamente muda o resultado da alfabetização. É como se cada criança percorresse durante a aprendizagem, caminhos diferentes, porque cada uma precisa de formas educativas próprias, mas todas se encontrassem no final.

Para alfabetizar uma pessoa com autismo é preciso que o profissional ou a família entenda algumas peculiaridades do autista para melhor aplicar o conteúdo: autismo é uma síndrome que pode acarretar déficit nas áreas: comunicação, interação social e aprendizagem. Existem também níveis ou graus de autismo, algumas crianças podem apresentar mais dificuldade em comunicação, mas não ter as outras duas áreas afetadas, ou vice versa.

1. Observe o autista

Por serem tão diferentes umas das outras, a criança autista precisa contar com educadores que primeiro as observe, perceba seus pontos fracos e fortes, para saber afinal por quais atividades começar o processo de alfabetização.

5299266366 baed1893c4 Como alfabetizar um autistahepingting/Flickr

2. Escola especial ou escola regular?

Não há consenso a cerca de o autista fequentar uma escola especial ou ser inclusa na escola regular, na verdade é uma decisão da família, de acordo com a legislação local do município. Para instruir pais e mais a respeito disso, basta falar com o diretor de uma escola ou marcar uma reunião com um coordenador ou até mesmo com o secretário municipal da educação, que saberá orientar.

Cabe informar que, autistas matriculados em escola regular têm direito à um segundo professor, que ora são estagiários, ora professores graduados para acompanhar exclusivamente o aluno autista em sala de aula, objetivando, maior tranquilidade da criança, que resulta em melhor aprendizado.

3. Siga orientações de um psicólogo

Toda criança autista tem direito à neurologista, psicólogo e/ou psicopedagogo gratuitamente. Para iniciar o processo de acompanhamento desses profissionais, basta que a mãe ou pai fale com a agente de saúde da sua área ou busque informações na unidade básica de saúde (posto de saúde) mais próxima.
É extremamente importante ter o acompanhamento desses profissionais para a devida alfabetização, considera-se um risco muito grande educar um autista sem essas orientações.

4. Não tenha pressa

A criança autista ou com síndrome de Aspenger (considerada um nível baixo de autismo) quando pressionada não produz nada, mesmo que domine por completo a atividade aplicada. Por essa razão o plano deve ser dividido em etapas e acompanhar o ritmo individual da criança.

5. Use as atividades de rotina para a prendizagem

No dia a dia, na hora da alimentação, de dormir, de lanchar, de brincar e quaisquer outras atividades podem ser utilizadas para exemplificar as atividades aplicadas teoricamente.

4189850936 1486a8af98 Como alfabetizar um autistaKeith Williamson/Flickr

6. Use imagens nas atividades a serem aplicadas

Autistas processam melhor as informações através de imagens, por isso, insira-as em todas as etapas de alfabetização e em todas as disciplinas. Sempre faça a associação da imagem com as letras e palavras associadas, mas sempre use imagens para sua alfabetização.

7. Ambiente familiar

A criança autista tem uma necessidade maior de se sentir familiarizado com o ambiente. E não é diferente no que diz respeito à aprendizagem, por isso uma afetuosa e tranquila acolhida na escola é de extrema importância e as atividades aplicadas em sua casa, tendem a superar as expectativas.

Seguindo essas dicas, qualquer educador e família consegue alfabetizar a criança com qualidade e de forma agradável à ela, o que é de suma importância. Aproveite-as então e surpreenda com os resultados.

 (Imagem Destaque: MC Quinn/Flickr)

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