Como calcular o valor do FGTS


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O fundo de garantia por tempo de serviço, conhecido como FGTS, é um benefício reconhecido pela consolidação das leis trabalhistas (clt), e garante ao trabalhador que for demitido sem justa causa, o saque integral da conta vinculada à empresa que o está demitindo. Criado na década de 1960, é um fundo que garante, junto ao seguro desemprego, uma vida digna ao trabalhador durante o tempo de procura pelo novo emprego. O empregador deverá depositar o fundo de garantia mês a mês, sempre depois do término do mês referente ao depósito. Além de garantir que a pessoa tenha algum dinheiro ao ser demitida, o fundo de garantia também colabora com a formação de patrimônio.

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Via Governo Federal

Para fazer o cálculo do Fundo de Garantia é muito simples:

Todo o empregador deve depositar 8% de todos os rendimentos do funcionário naquele mês. Para o cálculo, deve-se ter em mente o salário base, as horas extras e todos o adicionais pagos pela empresa. Ex: adicional noturno, adicional de insalubridade. entre outros. Sendo assim, terá o valor devido ao fundo. Somado a isso, a cada ano o trabalhador receberá um juro de 3% sobre o saldo do FGTS.

No site www.calculador.com.br é possível fazer o cálculo apenas informando o salário bruto e os meses a receber. Mas o cálculo pode ficar limitado ao salário sem considerar os outros rendimentos. Também deve ser considerado que a empresa deve depositar o valor correspondente às férias e décimo terceiro, aumentando o total do FGTS. Mas para ter uma base, esse site pode ser interessante.

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Via CEF

Outras considerações:

  • Se o contrato firmado for na modalidade de aprendiz, o percentual a ser pago deixa de ser de 8% e passa par 2%. Nos demais casos, sempre 8%.
  • O valor depositado não deverá ser descontado do trabalhador. Esse é um valor que deve ser pago pela empresa. A única exceção é para o trabalhador doméstico que tem direito de optar pelo próprio depósito.
  • Os saldos do FGTS só podem ser movimentados pelo trabalhador se for demitido sem justa causa, ou demissão com justa causa em casos específicos, como alguma doença incurável, como câncer e AIDS, ou na compra da casa própria.
  1. Na demissão sem justa causa, o saldo é liberado a partir da Guia de recolhimento, enviada pela empresa à caixa econômica federal.
  2. Na demissão com justa causa, o trabalhador somente terá direito ao saque do FGTS se ficar ao menos três anos sem nenhum vínculo empregatício. Ou seja ficará, sem depósito no FGTS durante três anos e, mesmo assim, deverá primeiro fazer aniversário para encaminhar o saque do fundo de garantia.
  3. O mais comum dos casos é a aquisição da casa própria, onde o trabalhador poderá usar o saldo do FGTS para a aquisição da moradia. Somente vale para quem ainda não possui casa própria. É necessário que se tenha mais de três anos de contribuição ao fundo para ter esse direito.
  4. Em casos de doenças, o trabalhador precisa apresentar o laudo e o atestado médico que comprovem ser portador de tal enfermidade. Nesse atestado deve constar, inclusive, o CRM do médico que relatou tal fato. .
O importante é ficar atento para que o FGTS seja depositado todos os meses e dentro do cálculo de 8%. Sucesso sempre!