Como fazer uma boa redação


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Seja em provas de vestibular, concursos públicos ou como teste em escola, a redação é sempre temida por muitas pessoas. Mas diversos professores de Língua Portuguesa dizem que elaborar um texto, seja qual for o tipo dele, é como seguir uma receita de bolo. É bem simples, basta conjugar os caminhos dados pelos profissionais com domínio da gramática na ponta do lápis.

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Para saber escrever bem, é preciso ter o costume de ler para poder ter bastante vocabulário e para conseguir identificar as diversas maneiras de construir e ligar as frases. Além disso, o conhecimento de mundo é importantíssimo para poder dar subsídios ao que será feito ali no papel. Veja então o passo-a-passo para fazer uma boa redação.

  1. Verifique que tipo de texto está sendo cobrado: dissertativo, que alguns autores o subdividem em expositivo e argumentativo; narrativo ou descritivo.
  2. Se for dissertativo expositivo, saiba que é preciso focar nos fatos e não no desenrolar deles. A questão do passar do tempo não é característica desse estilo de texto. É uma seqüência de análises, objetividade, linguagem denotativa, deve ser coerente, coeso, use a terceira pessoa do singular, utilize verbos no presente do indicativo ou subjuntivo, períodos compostos, use título e sempre haverá tópico frasal, que é a ideia central do texto que se encontra nas primeiras linhas do primeiro parágrafo. Pode também ser o próprio primeiro parágrafo.
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  3. O texto dissertativo precisa ter introdução, que deve ter o objetivo do texto e o plano de desenvolvimento, que é como o limite da ideia, o ângulo da análise (Pode começar com uma afirmação, uma divisão de assuntos explicitados por dois pontos, um convite ao leitor, uma caracterização de espaços ou aspectos, uma estatística, uma opinião de alguém, suspense, uma comparação, enumeração, uma narração, uma pergunta ou alusão histórica); desenvolvimento (exemplos, comparação,causa e consequência, testemunhos, citações, dados estatísticos, causa e efeito, enumeração de dados) e Conclusão (fecho – resumo do desenvolvimento, uma citação que se encaixe com perfeição no assunto bordado, pode ser uma sugestão, afirmação, um ponto de vista concluído do autor. Isso se chama conclusão fechada) .
  4. A diferença entre o dissertativo expositivo e o argumentativo, é que esse segundo tem o objetivo de convencer o leitor, enquanto o primeiro somente mostra os fatos. O fecho desse segundo pode ser uma hipótese, algo que faça o leitor pensar, questionar, essa é conclusão aberta.
  5. Caso o texto seja descritivo, imagine então que você esteja vendo uma foto em que é preciso contar a alguém todos os detalhes dessa imagem. O foco é no objeto. Há uma seqüência de aspectos e esses são extremamente adjetivados. O autor é observador para ele poder descrever, ele apresenta aspectos do ambiente como cor, cheiro, sensações, os sentidos conotativos e subjetivo são muito usados. Há descrições físicas, morais, espirituais. Uso de verbos de ligação, verbos no presente e no pretérito imperfeito.
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  6. Se o texto for narrativo, aprenda um macete desde já: grave a palavra pante, que cada letra quer dizer: personagem, ambiente, narrador, tempo e enredo. Esses são os elementos principais desse tipo de texto. O foco aqui é no fato. Personagem – presença de alguém pode ser principal (aparece de forma direta com todas as suas características) ou secundário (aos poucos, indiretamente, pelas suas ações). Está em primeira pessoa como personagem principal ou observador. Em terceira pessoa quando é oniscente ou narrador-objetivo. Ambiente – acontece em algum lugar. Ex: parque. Há bastantes advérbios de lugar. Narrador – alguém conta algo, ele pode participar, ser narrador-personagem. Existe também o narrador-observador (conta tudo o que acontece, 3ª pessoa) e narrador-oniscente (sabe tudo sobre o enredo e personagens, sabe do íntimo deles. Narra em terceira pessoa, mas muitas vezes vem o discurso indireto livre). Tempo – tudo o que aconteceu, acontecem ou acontecerão. Ex: ontem. Há bastantes advérbios de tempo. Ele ordena as ações do texto. Enredo – introdução (prólogo), complicação, clímax (problema da narrativa, tornando o desfecho inevitável) e desfecho (final ou epílogo) .Ex: novela – é o conjunto de ações. O desfecho aqui não é um resumo nem uma nova ideia. Pode ser uma apreciação sucinta, um comentário pessoal do autor, uma generalização, tudo feito de modo que se sinta desnecessário. A narrativa pode ser real ou imaginária. Verbos de ação para dar gás ao texto. Seqüência dos fatos é importante para dar dinamismo. A narração tem três características: conjunto de transformações, ideia de anterioridade e posteridade (mesmo que a sequência de lineariedade esteja alterada) e presença de fatos e personagens.
  7. Já identificando os tipos de textos, agora veja qual o tema.
  8. Com o tema em mãos e o tipo de texto cobrado, coloque duas ou três idéias no papel capazes de fazer com que você desenvolva seu texto, sempre seguindo a introdução, desenvolvimento e conclusão já citados.
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Agora que já sabe como elaborar uma boa redação, dedique-se aos estudos e aproveite todas essas dicas. Lembre-se de que letra ilegível é capaz de desclassificar qualquer candidato, pois o avaliador não consegue entender o que está escrito ali. Outro ponto importante é a clareza de idéias e do próprio aspecto físico da redação. Evite usar palavras e frases de duplo sentido para não obscurecer o seu texto e ele ser entendido de outro jeito. Não rasure para que a prova fique limpa e organizada. Boa sorte!

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