Como funciona a hemoterapia


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O ser humano está sempre em busca de novos tratamentos para os diversos males do corpo. Desde os primórdios da humanidade, vários tratamentos diferentes foram e continuam sendo desenvolvidos para as mais diversas enfermidades. Um dos mais antigos conceitos sobre saúde diz respeito ao equilíbrio dos humores – líquidos – corporais.

Um corpo saudável significa um organismo em equilíbrio, em todos os sentidos e os antigos médicos já sabiam disso, mesmo sem os métodos avançados de diagnóstico que possuímos atualmente. Um dos tratamentos utilizados atualmente para diversas enfermidades é conhecido como hemoterapia. Em termos simplificados, qualquer tratamento que utilize o sangue como base pode ser classificado como hemoterapia.

De fato, as doenças mais comuns tanto na antiguidade como nos dias atuais estão diretamente relacionados ao desequilíbrio do sangue e seus componentes. A anemia é classificada em diversos tipos e é basicamente uma redução dos níveis de sangue no organismo. A anemia aguda é caracterizada por uma súbita perda de sangue e o melhor tratamento é a hemoterapia, que consiste em uma transfusão de sangue imediata a fim de que o indivíduo possa restaurar a oxigenação de todo o organismo.

De maneira geral, a hemoterapia é um dos meios mais eficientes para tratar de acidentados e outros casos de perda abrupta de sangue.

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Via Creative Commons

1. Como funciona a hemoterapia e a importância do grupamento sanguíneo

O Sistema Imunológico do ser humano é uma verdadeira arma para qualquer substância invasora. As hemácias, que são as células do sangue, são compostas por várias substâncias.

Dentre as mais importantes se encontram um grupo de antígenos, que são moléculas presentes na superfície da célula sanguínea e determinam o tipo sanguíneo de cada indivíduo. Esses antígenos protegem a hemácia de ser atacada pelo próprio Sistema Imunológico. Devido a essa diferença é que foram classificados os diversos tipos sanguíneos. Uma hemoterapia, para que tenha sucesso, deve levar em consideração a similaridade entre o sangue a ser transfundido e o sangue do paciente.

2. Os dois lados da auto-hemoterapia

Os problemas circulatórios são muito comuns em indivíduos que passam muito tempo sentados ou não se movimentam com frequência. A auto-hemoterapia consiste na utilização de sangue do próprio indivíduo em outras partes do corpo a fim de irrigar os locais com escassez sanguínea. Essa técnica não apresenta os mesmos problemas que uma transfusão alheia, pois o sangue injetado parte do próprio indivíduo e não é rejeitado pelo organismo.

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No entanto, assim como qualquer outro tratamento, ela necessita ser prescrita e realizada por um médico hematologista qualificado. Geralmente, utiliza-se uma seringa com a qual é retirada uma pequena quantia de sangue venoso, normalmente da parte anterior do antebraço. Esse sangue então é aplicado cuidadosamente e em pequenas quantidades novamente em veias ou músculos de locais com pouca circulação, como pernas e pés.

Embora seja muito praticada, a comunidade médica-científica não aprova a utilização do método e alega que não existem comprovações cientificamente registradas dessa forma de terapia.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária considera o método como uma infração sanitária, e, consequentemente, pune os envolvidos sejam eles médicos ou pacientes com as sanções previstas na lei.

Portanto, vale analisar e estudar muito bem as consequências de qualquer método com um médico capacitado.

 

3 replies to this post
  1. Uso o tratamento há 6 anos, masi de 300 aplicações e pesquisei muito antes de praticar. Tenho parentes e amigos que também usam e todos estamos satisfeitos com seus efeitos em nossa saúde…
    Hoje defendo e divulgo para que mais pessoas possam conhecer e ter direito de opção. Em vários países, como Alemanha, a AH é prática médica quase secular… Se funciona em mexicanos, alemães, argentinos, suiços e tantos outros povos, sem falar, claro no fato de ser prática Veterinária no Brasil há século, receitada e ensinada em suas faculdades, por que, ora bolas, seria nocivo ou ineficaz em brazucas??

  2. O único problema negativo da Ah é que quem pratica de forma segura, começa a prescindir de vários fármacos paliativos, começa a ter saúde e não ser assíduo em consultórios. Não é abandono de tratamento ou menosprezar os cuidados com a saúde, É TER SAÚDE!!!
    Mas, óbvio, por ser invasivo, o tratamento tem de ser feito de forma criteriosa, cuidadosa e com técnicas necessárias bem aplicadas por pessoa plenamente capacitada. Contaminações, erros de coleta ou de injeção podem sim serem perigosos, como o são até mesmo uma vacina num posto de saúde, um tombo ou arranhão mal cuidados etc.
    Em minha família recebemos mais de 1.100 aplicações, MIL E CEM APLICAÇÔES DE AH, e nunca tivemos qualquer complicação. Somente saúde. Como “efeito colateral” (sic) destas aplicações, observamos a dispensa médica, procedida pelos médicos que os receitaram, de algo em torno de R$700/mês (a preços de 2009, não atualizamos estes custos evitados) em remédios paliativos, de controle, por desnecessidade de uso…
    Ai se explica talvez, por que a AH é receitada nas terapias PRP, PPP tampão sanguíneo peridural, injeção de sangue autólogo em olho lesionado, fatores de crescimento plaquetários, ortopedia ortodontia etc, mas a simples coleta e injeção de sangue estéril num músculo, à guisa de hematoma de derme (conforme estudos russos dos anos 90 assim compararam) podem. Aliás, recente terapia para controlar carga viral de HIV usa o antigo procedimento de aquecer o sangue e injetar no músculo (Folha de São Paulo e Veja). Apelidaram de VACINA DE CÉLULAS (kkk)