Como interpretar um hemograma


2121005524_de8d43c478

Algumas pessoas acham que um hemograma é sinônimo de qualquer exame de sangue, mas não é verdade. Os médicos pedem esse exame para detectar infecções ou a evolução de uma anemia, por exemplo. Muitas doenças ou substâncias podem ser detectadas através de outras análises do sangue: proteínas, células, potássio, sódio, magnésio, colesterol, hormônios, taxa de glicose, bactérias, etc. O hemograma, porém, não fornece esses dados, e sim informações sobre as células do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), plaquetas e leucócitos (glóbulos brancos). Quando recebemos o resultado de um hemograma, dificilmente sabemos interpretar o que significam aqueles nomes estranhos. Por isso, vamos mostrar como entender este exame.redblood cells 1 480x250 Como interpretar um hemograma

Como interpretar um hemograma

1) Série Vermelha, também chamada de ERITROGRAMA  corresponde à análise das células vermelhas. É o primeiro grupo de dados que aparece num hemograma.

HEMÁCIAS: são os glóbulos vermelhos – É nesta parte que se pode analisar se o paciente está ou não com anemia – que ocorre quando há um número reduzido de glóbulos vermelhos no sangue. Quando há células vermelhas em excesso, o sangue fica muito espesso, dificultando o fluxo e favorecendo a formação de coágulos.

HEMOGLOBINA: Proteína das hemácias que transporta o oxigênio pelo organismo. Quando está baixa, causa palidez no paciente e falta de oxigênio nos órgãos.

HEMATÓCRITO: é a porcentagem do sangue ocupado pelas hemácias. Número baixo indica anemia e alto demais espessura no sangue.

VCM – Volume Corpuscular médio: mede o tamanho das hemácias, e, através deste dado, se é capaz de diagnosticar o tipo de anemia (carência de ferro ou carência de ácido fólico, por exemplo). A embriaguez também se determina por esse item aumentado.

HCM – Hemoglobina Corpuscular Média: peso da hemoglobina dentro das hemácias. Ajuda a diferenciar diversos tipos de anemia.

CHCM – Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média: Avalia a concentração de hemoglobina dentro das hemácias. Também auxilia a determinar diversos tipos de anemia.

RDW – Avalia a diferença do tamanho entre as hemácias. Quando há muitas hemácias diferentes circulando no sangue, pode indicar hemácias com problemas na morfologia, ou anemia por carência de ferro.

2) Série Branca, também chamada de LEUCOGRAMA: análise dos glóbulos brancos  que são células de defesa, responsáveis por combater agentes invasores.flickr 2719467658 hd 600x250 Como interpretar um hemogramaLEUCÓCITOS: é um grupo de diferentes células. Se o valor der alto demais, significa que há uma infecção em curso, além de outras doenças, e baixo demais indica depressão da medula óssea. Existem 5 tipos de leucócitos e os valores ajudam diagnosticar doenças infecciosas ou doenças do sangue.

  • Neutrófilos: é o tipo de leucócitos mais comum, especializados no combate das bactérias. Quando há uma infecção, a medula óssea aumenta sua produção. Portanto, seu número elevado pode mostrar um quadro infeccioso bacteriano.
  • Basófilos: é o tipo menos comum de leucócitos. Seu aumento geralmente significa processo alérgico ou inflamação crônica.
  • Eosinófilos: responsáveis pelo combate a parasitas e mecanismo de alergias. O aumento deles ocorre em pessoas asmáticas, alérgicas ou casos de infecção intestinal por parasitas.
  • Linfócitos: é o segundo tipo mais comum de leucócitos. São as principais linhas de defesa contra tumores ou infecções por vírus. São os responsáveis pela formação de anticorpos, e, quando há rejeição em transplantes, são estas células que iniciam com esse processo. Essas células também são as atacadas pelo vírus HIV.
  • Monócitos: são ativados tanto em processos virais quanto bacterianos. Quando um tecido é invadido por um germe, o sistema imune manda os monócitos para o local infectado e elas são capazes de “comer” os organismos invasores. Elevam-se em casos de infecções crônicas como a tuberculose.

3) PLAQUETAS: As plaquetas são responsáveis pela coagulação de nosso sangue. Elas agem se agrupando, formando uma espécie de tampão que impedem o sangramento. Quando há queda brusca, há risco de morte, pois pode haver sangramentos espontâneos nos órgãos. Antes de uma cirurgia costuma-se dosar o número de plaquetas para avaliar a capacidade de coagulação e cicatrização. Na dengue hemorrágica o número de plaquetas é baixíssimo.

Observações:
Não é necessária nenhuma preparação, como jejum, para fazer um hemograma. Somente um médico pode avaliar e interpretar de forma correta um hemograma. As informações que demos aqui é apenas para que você possa entender um pouco, quando pegar seu próximo hemograma.

Boa sorte!

Gostou do artigo? Qual é a sua opinião sobre ele? Venha compartilhar suas experiências e tirar suas dúvidas no Fórum de Discussão Doutíssima! Clique aqui para se cadastrar !

3 replies to this post
  1. NOSSO ORGANISMO POSSUI VÁRIOS TIPOS DE BARREIRAS CONTRA INVASORES. O TIPO DE RESPOSTA IMUNE QUE O ORGANISMO VAI DESENVOLVER DEPENDE DO PATÓGENO E DO LOCAL DA INFECÇÃO. O AMBIENTE ESTÁ REPLETO DE AGENTES INFECCIOSOS COMO VÍRUS, BACTÉRIAS, FUNGOS, PROTOZOÁRIOS,… O SISTEMA IMUNOLÓGICO TRABALHA COMBATENDO ESTES INVASORES.