Como trabalhar com crianças especiais


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A educação regular de ensino vem investindo esforços na inclusão social das crianças com necessidades especiais, ou seja, fazendo com que elas vivam as mesmas coisas que as demais crianças, na mesma sala de aula, visando boa convivência dessas crianças em sociedade. Mas, trabalhar com crianças especiais, seja em sala específica ou juntamente com outras crianças requer alguns cuidados, veja quais são:

004 F550x4501 Como trabalhar com crianças especiaisjpdavidsonimages / Flickr

  • As crianças especiais geralmente querem ser vistas e tratadas como “normais”. Elas preferem ser tratadas com igualdade. Mas como tratar com igualdade crianças que demoram mais para desempenhar atividades motoras ou intelectuais? Simples! Dê a atividade com regras iguais para toda a turma, mas o monitor ou educador, na hora de avaliar o desempenho, deve considerar as diferenças, para que a criança que tem determinada limitação não saia prejudicada.
  • Dirija-se à criança especial da mesma forma como se dirige às crianças sem limitações. Aguarde o seu retorno com paciência, sem apressá-la e pondere sobre o resultado dessa interação. Uma interação feita com uma criança sem qualquer limitação tem retorno rápido, já das crianças especiais, pode demorar e não ser tão objetivo. Tratá-las com igualdade, mas avaliando-as considerando o grau de limitação é o mais recomendado a fazer.
  • É comum e até compreensível que o adulto trate uma criança usuária de cadeira de rodas, talas ortopédicas ou outro recurso que possibilite a sua mobilidade com mais atenção, mas isso não soa tão bem para a criança especial, que entende esse tratamento como se o adulto tivesse pena dela. Ofereça ajuda ou questione à criança se ela quer que um colega de classe ajude com determinada atividade ou locomoção, mas sem fazer com que isso pare toda a turma para “assistir”.  Conduza situações como essa com naturalidade, da mesma forma que ocorre quando uma criança sem necessidades especiais fratura um membro e fica por tempo determinado menos capaz de fazer as atividades sozinha. Para essas situações a criança não é tratada como  incapaz, mas sim como alguém temporariamente incapaz. É mais ou menos assim que uma criança com mobilidade reduzida deve ser tratada.

002 F550x4501 Como trabalhar com crianças especiaisannikaleigh / Flickr

  • Ensinar e motivar o amor e respeito ao corpo. Fazer as crianças especiais entenderem que independente de diferenças entre elas e os outros colegas, o corpo merece respeito e amor. Assim, o educador trabalha a autoestima da criança especial, muito importante para serem felizes!
  • Saiba ouvir uma criança especial da mesma forma que ouve uma criança que se comunica sem limitação. Se a criança perceber que ela ou a sua forma de se comunicar não causa transtorno, ela tende a se comunicar com tranquilidade e consequentemente cada vez melhor.
  • Crianças especiais não devem ser excluídas de quaisquer atividades, mesmo que a sua limitação a impeça de fazer como os demais. Adapte, invente novas formas, mas nunca deixe uma criança de fora porque ela tem deficiência. Isso causa prejuízos à autoestima da criança. Vai colocar a turma para jogar tênis, por exemplo? Para uma criança com mobilidade reduzida, proponha o tênis de mesa. Vai colocar a turma para jogar basquete, improvise um cesto mais baixo e mais acessível para as crianças especiais. É importante que a criança especial possa, de um jeito ou de outro, experimentar tudo que os demais experimentam. Claro que isso deve ser com o máximo de segurança e se a criança quiser.

001 F550x4501 Como trabalhar com crianças especiaisprefeiturasetelagoas / Flickr

Essas são algumas formas de lidar com crianças especiais, de forma que sua autoestima esteja sempre positiva, propiciando a elas, a sociabilidade e um tratamento digno e humanizado.

  (Imagem Destacada: jpdavidsonimages / Flickr)

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