Quem são os orixás: Ogum, Iansã, Oxum, Xangô, Iemanjá, Cosme e Damião


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Conhecido pela boa convivência de sua diversidade étnica e religiosa, o povo brasileiro é fruto da mistura de todas as raças, culturas e crenças. Desse modo, e entre outras manifestações, a cultura brasileira incorporou a religiosidade vinda do povo africano em seu cerne predominantemente católico. Assim, os orixás são deuses da África que se referem a aspectos da natureza, suas manifestações se aproximam a dos predicados humanos. São deuses passionais, com sentimentos de raiva e ciúmes e atitudes emocionais. Cada um desses orixás é simbolicamente representado por um conjunto de cores e cantigas, com rezas e saudações específicas, bem como recorrentemente recebem em forma de oferenda prendas e comidas.

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Via creativecommons

Ainda fruto da diversidade em que se alicerçou o Brasil, cada orixá foi assimilado a um santo da igreja católica. Representantes dos quatro elementos da natureza, estima-se que há mais de quatrocentos orixás que representam a força desses elementos. Há alguns orixás da religião candomblé que são bastante populares entre os adeptos a esse tipo de culto. Considerados como mediadores entre os homens e o Deus pai, os orixás são interpretados como os entes mais próximos dos homens, cheios de personalidade se associam aos seus filhos humanos, com eles se identificando e a eles protegendo. Assim, há quem seja filho de Ogum ou de Iansã, pelo fato de terem características bem parecidas a esses deuses africanos.

Quer saber tudo sobre os orixás mais cultuados?

  • Ogum é um deus africano, um temível e bravo guerreiro. Protetor dos profissionais envolvidos com a lida com ferro ou com algum tipo de metal associado, Ogum é respeitado por sua imponência, as orações a ele dedicadas são repletas de pedidos de piedade e de misericórdia. Esse orixá representa a mescla de amor e de temor por parte dos fieis do candomblé. De acordo com a literatura religiosa do candomblé, os chamados filhos de Ogum são partidários de uma boa festa e de uma boa briga. Potentes sexualmente, eles costumam ser promíscuos e volúveis em seus relacionamentos, em seu lado financeiro e na hora de se fixar em algum lugar. Batalhadores, insistentes e vitoriosos, esses são os protegidos de Ogum.
  • Lansã (ou Iansã) é a deusa das tempestades, dos raios e da morte. Nascida de dois elementos contrários, a água e o fogo, esse orixá é conquistadora nas artes da guerra e do amor, capaz de atingir os dois extremos em um pequeno intervalo de tempo, lansã vai do amor ao ódio sem muito critério para isso. Desapegada ao papel do lar tipicamente feminino, essa deusa vai a luta e não depende de ninguém para cuidar dos seus e de seu sustento. Fiel e sensual, tende a amar intensamente em seus relacionamentos. Desse modo, os filhos de Iansã encaram a vida como uma grande aventura, mais emocionais do que racionais, eles vão a luta e vencem. São pessoas extrovertidas, alegres e diretas. São possessivas e líderes natas. Amigos e amantes fieis, os filhos de Iansã não perdoam vacilos ou traições, agindo contra isso com extremo poder de vingança.
  • Oxum é uma deusa generosa, vaidosa e boa. Protege as crianças e se destaca por seu instinto predominantemente materno. De acordo com os ensinamentos do Candomblé, os filhos de Oxum dão muito valor à opinião alheia, são diplomáticos e sociáveis. Narcisistas e discretos, gostam de luxo e de uma vida luxuosa.
  • Xangô é um rei nato, forte e imbatível. Esse orixá adora desafios e não aceita contestações. Ditador, mas reconhecido por suas decisões acertadas e justas, o orixá Xangô é um amante vigoroso e cobiçado pelas mulheres. É sabido que os filhos de Xangô costumam ser obstinados e estratégicos, adoram estar entre várias pessoas e de se destacar entre elas, para que jamais sejam esquecidos.
  • Iemanjá é a rainha de todas as águas, sejam elas doces ou salgadas. Fecunda e profunda, esse orixá é a mãe de todos os filhos, é mãe da humanidade. Orientadora, justa e educadora, Iemanjá está sempre a disposição de seus filhos. Costuma-se caracterizar os filhos da deusa Iemanjá como imponentes, dignos e fascinantes.
  • Os gêmeos santos Cosme e Damião foram médicos caridosos que não cobravam pelos seus serviços, ao mesmo tempo em que se empenhavam na conversão dos pagãos na fé cristã. Torturados e perseguidos, os gêmeos foram decapitados pelo fervor de sua fé cristã. Padroeiros das crianças, dos médicos e dos farmacêuticos, a história dos santos Cosme e Damião é mergulhada em lendas mesclada às tradições do candomblé africano, no Brasil, cultua-se os orixás-meninos Ibjis e Erês que, conforme a lenda africana, são filhos de Iemanjá e Oxalá e são consagrados como tal.
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A cultura dos orixás é muito rica, esse texto faz apenas uma leve explanação sobre o assunto. Caso se interesse, aprofunde-se mais no assunto. Boa sorte!

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